O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (25) uma medida provisória que proíbe as atividades das bets. A decisão coloca em risco contratos de patrocínio no futebol brasileiro: segundo O GLOBO, 14 dos 20 clubes da Série A têm acordos máster com empresas do setor, que podem ser rompidos quando a proibição entrar em vigor.
O mercado de apostas movimentará cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026. Ainda assim, os contratos representam cerca de 7% das receitas dos clubes da Série A, e nenhum deles equivale a mais de 13% do orçamento de um participante do campeonato.
O Flamengo tem o maior acordo: R$ 268,5 milhões por temporada com a Betano, valor correspondente a 12,85% da receita bruta de R$ 2,089 bilhões registrada pelo clube em 2025. Corinthians e São Paulo aparecem na sequência, com contratos de R$ 103 milhões e R$ 113 milhões, respectivamente.
O levantamento também aponta contratos com bets em clubes como Atlético-MG, Santos, Bahia, Vasco, Grêmio, Internacional, Vitória, Cruzeiro, Palmeiras, Fluminense, Botafogo e Remo. Athletico-PR, Coritiba, Chapecoense, Bragantino e Mirassol aparecem com acordos, mas sem valores informados.

