ATUALIZADO 07/10/2026 às 21h31: O número de clubes envolvidos na petição ao STF contra a MP das bets aumentou para 16, incluindo Fluminense, Cruzeiro, Chapecoense, Mirassol, Avaí, Athletic-MG, Atlético-GO, América-MG, Ceará, CRB, Criciúma, Goiás, Juventude, Novorizontino, Vila Nova e Botafogo-SP (de Ribeirão Preto). Além disso, o Flamengo detalhou que suas perdas diretas com a MP podem chegar a R$ 400 milhões a R$ 430 milhões, com destaque para o contrato com a Betano, que paga R$ 268,5 milhões por temporada até 2028.
Fluminense, Cruzeiro e outros 14 clubes se uniram no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a suspensão imediata da Medida Provisória 1.394/2026, conhecida como MP das bets. A petição foi enviada ao ministro Luiz Fux, relator da ADI 8.027.
Os clubes querem ingressar no processo como amicus curiae e defendem a suspensão da medida até a análise do texto pelo Congresso ou o julgamento do mérito pelo STF. O grupo afirma que a MP não cumpre os requisitos constitucionais de relevância e urgência e viola a segurança jurídica de contratos firmados legalmente.
A petição também pede um regime de transição para os acordos em vigor. Segundo levantamento citado no documento, 14 dos 20 clubes da Série A tinham casas de apostas como principais patrocinadoras, em contratos que movimentaram mais de R$ 1 bilhão em 2025, o equivalente a 34% das receitas comerciais dessas equipes.
Flamengo e Botafogo não assinaram o documento conjunto, mas atuam no STF com pedidos próprios. O Flamengo estima perdas diretas entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões, enquanto o Botafogo afirma que a medida atinge também o futebol feminino, as modalidades olímpicas e paralímpicas e as categorias de base.
A Advocacia-Geral da União pediu a rejeição dos pedidos e a manutenção integral da MP. Até 7 de outubro, Fux ainda não havia decidido sobre a liminar.




