O Palmeiras vive um cenário inédito no elenco profissional: não conta com nenhum goleiro formado nas próprias categorias de base. A escassez já dura mais de dez anos, depois de um período em que o clube revelou nomes como Zetti, Velloso, Sérgio, Marcos, Diego Cavalieri, Deola e Bruno.
Último goleiro formado no clube a ser titular e campeão, na Copa do Brasil de 2012, Bruno explicou a mudança de perfil. Para o ex-jogador, o crescimento financeiro e a busca por títulos imediatos levaram o Palmeiras a priorizar atletas experientes, como Fernando Prass, Jaílson, Weverton, Marcelo Lomba e, atualmente, Carlos Miguel.
Bruno também rejeitou a ideia de que um jovem precise substituir Marcos. Segundo ele, o ídolo é insubstituível, e a principal cobrança vem do fato de o goleiro atuar em um time grande. O ex-jogador acredita que uma oportunidade deve surgir naturalmente, citando a possibilidade de Marcelo Lomba estar em seu último ano e de um atleta da base assumir o posto de reserva.
A estrutura atual também contrasta com a realidade do início dos anos 2000. O CT da base, em Guarulhos, tem alojamentos e departamento médico integrado desde o sub-11, enquanto, naquela época, o Palmeiras não contava com um centro de treinamento exclusivo e precisava levar os atletas para treinar em outros locais.

