O futebol brasileiro vive uma temporada de expansão internacional. Em 2026, a Série A chegou a 12 jogadores africanos, número que faz o país atingir um recorde nesse recorte.
Ao todo, os 20 clubes da elite têm 168 estrangeiros, acima dos 157 registrados em 2025. Até a última rodada, 179 atletas de outras nacionalidades foram utilizados no Campeonato Brasileiro, segundo dados do Transfermarkt.
A relação africana inclui Loide Augusto, do Vasco; Domingos Andrade, do Botafogo; Francis Amuzu e Jovane Cabral, do Grêmio; Koné e Miguel Bilong, do Palmeiras; Benjamín, do Internacional; Mamady Cissé, do Atlético-MG; Zakaria Labyad, do Corinthians; Hakim Ziyech, do Botafogo; Tchamba, do Remo; e Yannick Bolasie, da Chapecoense.
A Argentina lidera a lista de países fornecedores, com 47 estrangeiros, seguida por Uruguai, Colômbia, Paraguai e Equador. Para especialistas ouvidos pela reportagem, a maior presença internacional é impulsionada pela competitividade do campeonato, pela visibilidade global e pela busca dos clubes por reposição e valorização de atletas.
Roger Machado também alertou que o crescimento precisa ser acompanhado de cuidado com a formação e o desenvolvimento dos jogadores brasileiros. Desde 2024, os clubes podem relacionar até nove estrangeiros por partida.

