Abel Ferreira está suspenso e ficará fora do primeiro duelo da semifinal da Libertadores contra o Fluminense. A ausência não é inédita para o Palmeiras, que já acumulou vitórias, classificações e boas atuações sem o treinador.
O histórico, porém, também mostra o desafio. Em 2020, Vitor Castanheira comandou o empate por 2 a 2 com o Ceará, em um confronto no qual o Palmeiras havia vencido a ida por 3 a 0 e avançou por 5 a 2 no agregado. Em 2022, João Martins esteve à frente das vitórias por 4 a 0 sobre o Deportivo Táchira e por 8 a 1 contra o Independiente Petrolero.
O contraponto veio em 2023, quando João Martins comandou a derrota por 1 a 0 para o São Paulo na ida das quartas de final da Copa do Brasil. A análise aponta que o Palmeiras tinha organização, mas perdeu capacidade de criação quando o adversário dificultou a construção.
O principal ponto em jogo contra o Fluminense será a capacidade de ajustar o plano durante a partida. Abel costuma orientar mudanças de posicionamento, substituições e alterações na estrutura, enquanto a comissão técnica terá de interpretar rapidamente os problemas apresentados pelo adversário.
Se o Palmeiras usar três zagueiros e alas agressivos, poderá encontrar vantagem na construção, mas também abrir espaços às costas dos alas. A equipe conhece os conceitos trabalhados por Abel e não deve perder sua identidade, mas precisará provar até onde consegue adaptar esse modelo sem o principal comandante.

