O Governo Federal e os clubes brasileiros avançam nas discussões para criar uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões. A proposta seria destinada à reestruturação financeira de clubes e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), em meio à possibilidade de restrição ou proibição das casas de apostas esportivas no país.
O projeto em discussão, chamado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional, prevê a participação do BNDES. A ideia é oferecer empréstimos com juros abaixo das taxas de mercado para substituir dívidas caras de curto prazo por financiamentos de longo prazo.
O desenho prevê pagamento em até 20 anos, com carência de dois anos, mas não inclui perdão de dívidas. O risco das operações ficaria com bancos comerciais habilitados, sem recair diretamente sobre a União.
Os recursos teriam destinação restrita e fiscalizada, como o pagamento de dívidas trabalhistas, direitos de imagem, débitos com a Receita Federal, INSS e FGTS, além da substituição de empréstimos bancários caros, quitação de dívidas cíveis e investimentos na base. O dinheiro não poderia bancar salários correntes, contratações ou distribuição de lucros a donos de SAFs. A CBF atua como mediadora das articulações, e o descumprimento das regras poderia antecipar o vencimento da dívida e retirar o clube do programa.

