O Flamengo publicou uma nota nesta sexta-feira (25) contra o possível fim das bets no Brasil. O clube afirmou que “o jogo não vai acabar com uma canetada” e que uma proibição eliminaria a parte do mercado que o país consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar.
Para o Flamengo, a medida não acabaria com o jogo nem com o mercado ilegal, mas colocaria em risco investimentos, empregos e compromissos construídos sob as regras atuais. O clube defendeu o aperfeiçoamento da regulamentação e a punição de quem descumpre a lei, em vez do desmonte do marco regulatório.
A possível Medida Provisória contra as bets ainda não teve o teor divulgado. O texto pode prever a proibição total das empresas ou medidas parciais, como a desabilitação de cassinos online e o fim da publicidade ligada aos jogos. Se publicada, a MP terá validade inicial de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e precisará ser aprovada pelo Congresso.
O clube também alertou para os efeitos no esporte profissional, nas categorias de base, no futebol feminino, nos esportes olímpicos e nos campeonatos. Segundo a nota, a mudança atingiria ainda empresas de comunicação, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas, prestadores de serviços e a arrecadação pública.
O material informa que o mercado ilegal já representa 41% do volume apostado no país. Entre os clubes citados com contratos de patrocínio estão Flamengo, Palmeiras, Vasco, Cruzeiro, Fluminense e São Paulo, que poderiam ter receitas afetadas pelo encerramento abrupto dos acordos.

