A Medida Provisória anunciada pelo Governo Federal na sexta-feira (25) ameaça uma receita anual de R$ 35 milhões do Santos. O valor corresponde ao patrocínio máster da Novibet, firmado em fevereiro de 2026 e válido até fevereiro de 2029.
O contrato ainda prevê uma porcentagem do faturamento gerado pela entrada de santistas na plataforma. Existia uma projeção interna de que o acordo pudesse chegar a R$ 85 milhões com variáveis, mas o valor fixo é de R$ 35 milhões por ano. A partir de 6 de outubro, as casas de apostas que atuavam regularmente no Brasil devem retirar seus sites e aplicativos do ar.
Segundo Bruno Lima, do UOL Esporte, o Santos negocia com a Novibet o congelamento do patrocínio. A ideia é suspender o acordo até a análise da MP pelo Congresso Nacional, sem rompê-lo. A medida tem validade de 60 dias e pode ser prorrogada por mais 60.
O impacto preocupa a diretoria porque o Santos tem uma dívida de R$ 1,2 bilhão, folha salarial alta e dificuldades para manter os salários em dia. O clube também já havia rompido, em comum acordo, um patrocínio de R$ 50 milhões com a 7K.
Como alternativa de alívio para os clubes, equipes das Séries A e B negociam com o Governo uma ajuda, e uma das possibilidades citadas é a criação de uma linha de crédito do BNDES. O Santos também fechou com a Adidas um acordo que pode render mais de R$ 250 milhões em seis anos, mas a parceria só começa em 2028.

