O Internacional tem R$ 117 milhões em dívidas ligadas a transferências de jogadores e corre o risco de sofrer cinco novos transfer bans da Fifa. Do total, R$ 56 milhões estão vencidos, acumulados desde 2021, enquanto R$ 61 milhões ainda vão vencer.
O clube já recebeu duas punições em menos de um mês. Em 25 de agosto, foi sancionado por uma dívida com o Midtjylland, da Dinamarca, pela contratação do zagueiro Juninho. Em 17 de setembro, o segundo bloqueio veio por causa do débito com o Olympiacos, da Grécia, na negociação do lateral-esquerdo Ramon, atualmente emprestado ao Vitória.
Além desses casos, o Internacional responde a outros cinco processos. As sete cobranças somam 6,4 milhões de euros, cerca de R$ 38 milhões, e incluem ações do Racing, da Argentina, pela negociação de Johan Carbonero, e do Dansoman Wise, de Gana, pela negociação de Benjamin Arhin. Cada punição impede o registro de jogadores por três janelas e só cai após o pagamento da dívida.
Os compromissos financeiros apresentados pela direção chegam a R$ 319 milhões, considerando também R$ 202 milhões em passivos previstos para os próximos dois anos. Em 18º lugar no Brasileirão, na 29ª rodada, o clube precisa arrecadar entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões até dezembro, segundo estimativa de Alessandro Barcellos.
O empresário Delcir Sonda doou R$ 20 milhões para o pagamento de salários atrasados de jogadores e funcionários. A direção também afirma que a atual gestão quitou R$ 300 milhões em contratações feitas antes de 2021, mas Barcellos admitiu que novas sanções provavelmente aconteceriam.

