ATUALIZADO 29/09/2026 às 21h01: Bap detalhou que a queda nas receitas do Flamengo pode superar R$ 400 milhões, além de alertar que o clube deixará de contratar reforços para priorizar gastos com advogados e que a medida afetará diretamente compromissos como o pagamento parcelado de Lucas Paquetá em janeiro, enquanto reforça que a suspensão das bets enfraquecerá o futebol brasileiro e beneficiará a Argentina.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou que o clube pode deixar de contratar jogadores para gastar com advogados. Em entrevista ao Mengo Cast, divulgada pela FlamengoTV na segunda-feira (28), o dirigente disse que o Rubro-Negro não tem condições, hoje, de honrar compromissos assumidos em contratos legais.
Bap atribuiu o cenário à Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu as casas de apostas no Brasil. O presidente afirmou que o Flamengo busca novos patrocinadores, mas os valores devem ficar muito abaixo dos atuais, e pediu que o Supremo Tribunal Federal ou o Congresso Nacional rejeite a medida.
A Betano paga cerca de R$ 268 milhões por temporada ao Flamengo em contrato até o fim de 2028, mas sinalizou informalmente o risco de encerrar o acordo. Segundo avaliação interna citada na matéria, os patrocínios ligados às apostas representam até 20% da receita prevista pelo clube, sendo 15% da Betano e 5% da Brax. Bap estima um prejuízo acima de R$ 400 milhões.
O mercado já apresentou alternativas: a Fatal Model enviou proposta de mais de R$ 100 milhões por um ano para estampar a marca na camisa, enquanto a diretoria avalia a Lubrax como possível substituta no espaço máster. Bap também citou o pagamento parcelado de Lucas Paquetá, contratado junto ao West Ham, como exemplo do impacto financeiro previsto para janeiro.
Na disputa jurídica, a Associação Nacional de Jogos e Loterias, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável e o Sinafut pediram ao STF a suspensão da medida. Até a manhã de 29 de setembro, o ministro Luiz Fux não havia decidido. Os apostadores podem sacar os saldos até as 23h59 de 5 de outubro; a partir de 6 de outubro, as plataformas ficam proibidas de oferecer apostas e publicidade.

