Brasileirão

Flamengo busca solução legal para crise financeira após veto às apostas

Matéria em atualização — última mudança em outubro 1, 2026 às 2:01 pm

ATUALIZADO 01/10/2026 às 14h01: José Boto esclareceu que a preocupação do presidente Luiz Eduardo Baptista não se limita a Lucas Paquetá, mas aos compromissos financeiros e contratuais assumidos pelo Flamengo, incluindo pagamentos futuros como os previstos para janeiro de 2027. O dirigente destacou que o clube já conversou com o elenco para tranquilizar os jogadores sobre a situação financeira e que o Flamengo busca uma solução junto ao STF para reverter os impactos da medida provisória que proíbe as apostas.

O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, admitiu nesta quinta-feira (01) que o clube pode precisar vender até três jogadores no pior cenário após a medida provisória do governo que proíbe as bets no Brasil. Segundo ele, o Rubro-Negro pode não conseguir repor as eventuais perdas com atletas da mesma qualidade.

Boto afirmou, porém, que a princípio a medida não afetará as renovações dos jogadores atuais. O Flamengo trata das permanências de Danilo, Pedro e Léo Pereira, enquanto já assegurou recentemente Erick Pulgar, Bruno Henrique e Alex Sandro.

A diretoria estima um impacto financeiro de R$ 430 milhões com a proibição das bets. Boto disse que trabalha com o presidente Luiz Eduardo Baptista para enfrentar o problema e garantiu que a situação não provocará atrasos nos salários dos jogadores e funcionários.

O dirigente também esclareceu a fala de Baptista sobre Lucas Paquetá. Segundo Boto, a preocupação do presidente não envolve exclusivamente o meia, cuja operação custou mais de R$ 315 milhões entre transferência, luvas e intermediação, mas os compromissos legais assumidos pelo clube. O impacto também será considerado no planejamento da temporada de 2027, que inclui compromissos importantes em janeiro.

Fonte: Coluna do Fla . Publicado às 11:59 de 01/10/2026.