Os números de Rômulo pelo Novorizontino em 2026 abriram uma discussão incômoda no Palmeiras: o meia soma 15 gols e 12 assistências em 42 partidas, é líder de assistências da Série B e vive a temporada mais produtiva da carreira.
Em entrevista recente, Rômulo afirmou que atuava mais pela ponta no Palmeiras, enquanto voltou ao meio-campo no Novorizontino, posição de origem em que se sente mais confortável. Hoje, ele é o camisa 10 e participa diretamente das principais decisões ofensivas da equipe.
A análise não aponta Abel Ferreira como responsável isolado por um erro. Quando chegou ao Palmeiras, Rômulo encontrou Raphael Veiga ocupando o espaço central e precisou disputar lugar em uma estrutura já estabelecida. Pelo Verdão, foram 16 partidas, um gol e uma assistência, além de uma lesão na coxa que interrompeu um período em que poderia receber mais oportunidades.
O caso também não é explicado apenas pela mudança de posição. Rômulo teve dificuldades no empréstimo ao Ceará antes de retornar ao Novorizontino, indicando que sequência, confiança, maturidade e ambiente competitivo também pesaram para a evolução do meia.

