ATUALIZADO 05/11/2026 às 06h31: O Grupo Independiente (Independiente del Valle) recentemente ingressou como investidor na SAF do Coritiba, sendo a única exceção de entrada de grupo estrangeiro no modelo desde a crise de confiança no formato, que incluiu casos como Vasco (777 Partners) e Botafogo (Eagle/Textor). Além disso, a nova diretoria do Fortaleza EC já demonstrou interesse em buscar investidores para a SAF do clube, diferentemente do que ocorria até então.
O futebol brasileiro alcançou 150 clubes constituídos como sociedades anônimas do futebol (SAF), marca atingida no mês em que o modelo criado pela Lei 14.193 completa cinco anos. Inaugurado em outubro de 2021, o formato se espalhou, mas a adesão perdeu força entre os principais clubes do país.
Os dados do Painel das SAFs, projeto do Observatório Social do Futebol da UERJ, mostram que a expansão ocorre sobretudo na parte mais baixa da pirâmide. Cerca de 10% dos casos envolvem clubes dedicados exclusivamente à formação de atletas, enquanto outros 19% são clubes de registro, criados oficialmente, mas sem participação em competições oficiais.
Entre os 60 clubes das Séries A, B e C de 2025, 25 adotaram o modelo, número inferior à metade do total. O último caso mais relevante, considerando constituição e venda, foi o do Atlético-MG, em julho de 2023. Desde então, nenhum outro clube de maior expressão nacional adotou o formato e vendeu o controle.
A percepção sobre as SAFs também foi afetada pelos problemas envolvendo Vasco e 777 Partners, além da crise societária do Botafogo com a Eagle/Textor, apesar dos títulos da Libertadores e da Série A conquistados pelo clube. Dos 136 clubes que já eram empresas antes da lei, apenas 13 migraram para o novo modelo, enquanto América-MG, Atlético-GO e Fortaleza ainda não encontraram compradores.

