Depois de não conseguir o acesso à Série B pelo segundo ano consecutivo, o Guarani trabalha para reduzir os gastos com o futebol profissional em 2027. A diretoria mira um custo mensal abaixo de R$ 1 milhão, patamar inferior ao registrado nas duas últimas temporadas. Em 2026, a folha do Bugre esteve entre as mais altas da Série C e ultrapassou esse valor.
O plano será mantido mesmo com a possibilidade de avanço da SAF. A proposta do empresário Roberto Graziano será votada pelos associados em 19 de novembro, mas a eventual mudança de gestão não significa que o investidor assumirá os compromissos financeiros anteriores. O clube ainda convive com salários atrasados desde julho e não conseguiu regularizar os débitos com os jogadores após a eliminação na Série C.
Entre as alternativas está a renegociação de contratos. João Paulo recebeu uma oferta para continuar no Brinco de Ouro com salário-base menor e novas bonificações. Outros jogadores considerados importantes, mas com vencimentos elevados, também devem conversar com a diretoria nos próximos dias.
Caíque França é um dos casos avaliados. Com contrato até 31 de dezembro de 2027, o goleiro está emprestado ao Ceará até o fim da Série B, mas sua permanência em Campinas é incerta por causa do impacto financeiro. Ele tem um dos maiores salários do elenco, foi titular em 27 dos 28 jogos do Guarani na temporada e sofreu 30 gols. Para se precaver, o clube renovou com Matheus Claus e recusou uma proposta de empréstimo do Marília por Fred Conte.




