Os principais clubes do futebol brasileiro esvaziaram a reunião de emergência convocada pelo Governo Federal para discutir os impactos da proibição das casas de apostas e de suas propagandas no país. O encontro estava marcado para a tarde desta terça-feira, 29 de setembro, no Palácio do Planalto.
Flamengo, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Vasco, Santos e São Paulo decidiram não comparecer ao chamado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, o debate foi adiado para depois do primeiro turno das eleições municipais, marcado para 4 de outubro.
O Palmeiras alegou que o momento eleitoral e o curto prazo para a reunião impediam uma discussão séria. O Corinthians foi a exceção e confirmou presença, diante da dívida com a Caixa Econômica Federal relacionada à Neo Química Arena. O clube esperava usar sua proximidade com Lula para buscar tratamento diferenciado nas negociações com o banco estatal.
A crise envolve cifras bilionárias. De acordo com a Sports Value, as plataformas de apostas repassaram mais de R$ 1,14 bilhão aos 20 clubes de maior arrecadação do Brasil em 2025, valor equivalente a 36% do faturamento de marketing dessas equipes. CBF e Federação Paulista de Futebol tentam articular uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para as Séries A e B, mas o BNDES negou participação nas discussões e afirmou que seu estatuto proíbe financiar equipes de futebol.

