Após o governo federal anunciar o veto às operações das bets no Brasil, clubes da Série A patrocinados por empresas de apostas começaram a avaliar medidas judiciais. Segundo juristas consultados, os contratos podem ser suspensos e extintos, enquanto as agremiações podem buscar ressarcimento da União pelas perdas financeiras.
José Frederico Cimino Manssur afirmou que os contratos normalmente têm cláusulas de rescisão em caso de revogação da lei. O especialista também disse que clubes que anteciparam valores podem ter de devolver o dinheiro às empresas e que tanto as agremiações quanto as bets podem recorrer à Justiça.
O impacto varia entre os clubes. Em 2025, os patrocínios das bets somaram cerca de R$ 1,03 bilhão, ou 7,2% das receitas totais da Série A. O Flamengo era o time mais dependente dessa fonte, com contrato anual estimado em R$ 268 milhões, equivalente a cerca de 13,6% de suas receitas no ano.
Flamengo e Fluminense criticaram uma interrupção abrupta dos contratos, enquanto Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos disseram que não se pronunciariam. A CBF também ficou em silêncio, e o Grêmio afirmou que aguardaria os próximos desdobramentos para medir o impacto da decisão.

