O Santos deve dois meses de recolhimentos do FGTS dos jogadores. Os pagamentos previstos para 20 de agosto e 20 de setembro não foram realizados, e o último recolhimento ocorreu em 15 de julho, referente à folha CLT de junho.
O atraso de dois meses ou mais é considerado falta grave e permite que o atleta peça a rescisão indireta do contrato. O Estatuto Social do clube também prevê a possibilidade de um processo de impeachment, caso conselheiros denunciem a falta de pagamento de tributos, salários, encargos trabalhistas e direitos de imagem.
O FGTS equivale a 8% do salário bruto registrado em carteira. Com base na folha mensal de R$ 14,2 milhões apresentada até maio, cada parcela é estimada em R$ 1,1 milhão, totalizando cerca de R$ 2,2 milhões em dois meses, antes da incidência de juros e multa.
A direção santista planeja quitar a dívida na sexta-feira, 2, junto com parte dos direitos de imagem dos atletas. O clube tem dois meses dessa pendência em aberto, em um valor estimado de cerca de R$ 30 milhões, e dirigentes afirmam que farão parte do pagamento antes do clássico contra o São Paulo.
Para levantar recursos, o Santos pretende adiar repasses ao Coritiba e a JP Chermont pela venda do lateral-direito ao Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos. A negociação foi fechada inicialmente por 2,5 milhões de dólares; o clube deixaria para depois os pagamentos de 250 mil dólares ao Coritiba e de 2,3 milhões referentes à parte do jogador.
O contrato máster com a Novibet está congelado, e as primeiras tentativas de encontrar um novo patrocinador não avançaram. A Cimed informou que não tem orçamento de marketing para investir neste ano no espaço principal da camisa, enquanto o Santos admite não ter dinheiro nem prazo definido para quitar as pendências dos direitos de imagem.

