A eliminação do Santos pelo Atlético-MG, nos pênaltis, encerrou a campanha do clube na Copa Sul-Americana e agravou a situação financeira. Sem chegar à semifinal, o time deixou de faturar 800 mil dólares, cerca de R$ 4,1 milhões. Uma classificação ainda poderia render mais de R$ 5 milhões com a bilheteria como mandante, enquanto o campeão teria direito a 10 milhões de dólares.
A diretoria havia apostado no avanço no torneio para bancar os reforços da última janela, entre eles Rodinei, Arthur, Lima, Philippe Coutinho e Everton Cebolinha. Com uma folha mensal de quase R$ 30 milhões, o Santos tem uma parcela de direitos de imagem em atraso e ainda não dispõe de recursos para quitar a próxima, que vence no dia 20. O clube admite a dívida, mas afirma estar em dia com os vencimentos em carteira, a CLT e o FGTS.
O problema também afeta a estrutura. A troca dos gramados da Vila e do CT Rei Pelé está estimada em pouco mais de R$ 11 milhões, e a diretoria ainda procura um investidor ou uma empresa parceira. A World Sports, responsável pela manutenção, não recebe do clube há cinco meses. Além disso, a NR Sports assumiu uma dívida de R$ 12 milhões com o Monaco pela contratação de Jean Lucas, em troca de propriedades do uniforme.
O Conselho Fiscal apontou que o déficit contábil do segundo trimestre ficou 62% acima do orçado. O parecer registrou passivo total de R$ 1,193 bilhão no balancete de 30 de junho, embora o conselho tenha considerado que o valor deveria ser de R$ 1,241 bilhão. A diretoria também admitiu que terá de pagar R$ 17,3 milhões a Zé Rafael, hoje no Alverca, de Portugal, pela rescisão contratual, em 48 parcelas de R$ 361 mil.
Na décima colocação do Brasileirão, o Santos terá 12 partidas para tentar alcançar a pré-Libertadores. A vaga está atualmente com o quinto colocado, mas pode chegar ao sexto ou ao sétimo conforme os resultados da Copa do Brasil e da Libertadores. Em dezembro, o clube terá eleição, e Marcelo Teixeira ainda não confirmou se buscará um novo mandato.




