O Ministério Público de São Paulo voltou a cobrar explicações do Corinthians sobre a multa aplicada pela Caixa Econômica Federal na dívida da Neo Química Arena. Após analisar a manifestação enviada pelo clube, a promotoria considerou que alguns pontos permaneceram sem esclarecimento ou receberam respostas apenas parciais.
O Corinthians e a Arena Itaquera S.A. terão dez dias para apresentar novos documentos sobre a composição da dívida, os critérios de cálculo das penalidades e o tratamento dos valores durante a repactuação. A Caixa também recebeu o mesmo prazo para justificar tecnicamente e contratualmente os cálculos.
Um dos principais questionamentos envolve a multa de 10%, calculada sobre uma base de R$ 487,357 milhões e que resultou em uma penalidade de aproximadamente R$ 48,735 milhões. O MP-SP compara o valor com os R$ 37,866 milhões apontados pelo Corinthians como efetivamente inadimplidos e questiona a inclusão de cerca de R$ 449,491 milhões em parcelas ainda não vencidas.
A promotoria também levantou dúvidas sobre a inclusão de aproximadamente R$ 3,042 milhões de uma penalidade anterior na base da nova multa. Segundo o MP-SP, essa operação teria feito cerca de R$ 304 mil corresponderem à incidência de 10% sobre uma penalidade já aplicada, caracterizando cobrança em duplicidade.




