Com o contrato com a Ticketmaster aprovado pelo Conselho Deliberativo, o São Paulo definiu a prioridade para os R$ 140 milhões previstos na operação: quitar as pendências com o elenco. Antes dos pagamentos, a diretoria fará um levantamento individual para identificar quanto é devido a cada jogador.
A média dos atrasos de direitos de imagem é de quatro meses, referentes a junho, julho, agosto e setembro, mas há casos em que a dívida chega a seis meses. Também entram na conta parcelas de um acordo firmado no início da atual gestão e o salário em regime CLT referente a setembro, com vencimento em 6 de outubro. Luvas, bônus e premiações futuras não fazem parte desse cálculo.
Depois de resolver os débitos com os jogadores, o clube pretende destinar parte do dinheiro a contas de consumo, energia elétrica e despesas do CT da Barra Funda e do Morumbis. Também estão previstas as parcelas de aproximadamente R$ 367 mil com o Novorizontino pela contratação de Jorginho, com vencimentos em outubro, novembro e dezembro.
A diretoria não planeja usar os recursos para contratar jogadores ou fazer investimentos imediatos no futebol. A operação inclui R$ 110 milhões de antecipação, que deverão ser devolvidos à Ticketmaster ao longo de cinco anos.

