Bastidores

R$ 2,5 bilhões em jogo: clubes buscam STF contra MP de Lula

A medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o fim da operação das casas de apostas de quota fixa e proibiu imediatamente a veiculação de patrocínios dessas empresas. Em reação, clubes de futebol foram ao Supremo Tribunal Federal para questionar a decisão e pedir a suspensão de seus efeitos.

O Flamengo pediu para acompanhar a ADI 8027 e também ingressou na ADI 7721. O clube tem acordo com a Betano, em contrato informado em R$ 268,5 milhões anuais, e estima uma perda orçamentária entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões no exercício de 2027. O impacto global estimado para o futebol brasileiro é de R$ 2,5 bilhões.

Fluminense e Botafogo também atuam no processo. Luiz Fux pediu manifestação da Advocacia-Geral da União em 72 horas sobre o caso do Fluminense, enquanto o Botafogo pediu para entrar como amicus curiae na ADI 8027. O alvinegro tem contrato com a VBet até o fim de 2027, no valor anual de R$ 55 milhões, e citou ainda suas obrigações financeiras em recuperação judicial.

São Paulo, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa pediram ingresso nas ADIs 8027 e 7721, além da suspensão da medida e de um período de transição para os contratos existentes. Em outra petição, Fluminense, Cruzeiro, Chapecoense, Mirassol, Avaí, Athletic-MG, Atlético-GO, América-MG, Ceará, CRB, Criciúma, Goiás, Juventude, Novorizontino, Vila Nova e Botafogo de Ribeirão Preto também solicitaram a suspensão da MP.

A medida estabelece 5 de outubro como prazo para a retirada dos sinais de patrocínio e publicidade de bets, além de prever o fim das autorizações para apostas de quota fixa em 30 dias. Em 2025, os patrocínios dessas empresas representaram R$ 1 bilhão para os clubes da Série A, equivalente a 7,9% das receitas totais dos 20 times.

Fonte: Rádio Pampa . Publicado às 20:34 de 03/10/2026.