O Flamengo requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) seu ingresso como amicus curiae na ADI nº 8.027/DF, que discute a constitucionalidade da Medida Provisória nº 1.394/2026, responsável pela proibição das bets no país.
O clube afirmou que pretende apresentar argumentos técnicos sobre os efeitos da medida no financiamento do esporte brasileiro. A análise envolve contratos de patrocínio vigentes, a manutenção de modalidades olímpicas e de formação e a segurança jurídica de relações firmadas sob as regras anteriores.
Nos bastidores, a diretoria rubro-negra estima um impacto financeiro de R$ 430 milhões provocado pela proibição. O Flamengo declarou, porém, que não busca defender apenas um interesse contratual próprio, mas contribuir para que o STF avalie as consequências da mudança para todo o ecossistema esportivo.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na sexta-feira (25), a proibição total das apostas de quota fixa no Brasil, incluindo jogos online e cassinos virtuais, como o Jogo do Tigrinho. Segundo o material, 14 dos 20 clubes da Série A têm marcas de bets como patrocinadoras master.

