Brasileirão

R$ 900 milhões em risco: bets ameaçam patrocínios de 14 clubes da Série A

Matéria em atualização — última mudança em setembro 27, 2026 às 7:02 am

ATUALIZADO 27/09/2026 às 07h02: Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense, declarou que a medida provisória pode gerar mais de R$ 100 milhões de prejuízo para o clube e que o patrocinador máster já enviou notificação de rescisão caso a proibição fosse publicada. Ele também alertou que as lojas oficiais do clube têm estoques de camisas com a marca do patrocinador que não poderão ser vendidas, deixando os lojistas em situação de emergência.

A medida provisória editada pelo governo federal, que proíbe a operação e a publicidade de casas de apostas online no Brasil, ameaça mais de R$ 900 milhões em contratos máster de 14 clubes da Série A. O valor não inclui bônus por desempenho esportivo e títulos.

Entre os contratos estão os do Flamengo, de R$ 268,5 milhões anuais com a Betano; do Corinthians, de R$ 150 milhões com a Esportes da Sorte; e do Palmeiras, de R$ 100 milhões com a Sportingbet. São Paulo, Atlético-MG e Fluminense também têm acordos com empresas do setor.

A MP proíbe apostas esportivas e cassinos virtuais e determina a retirada das plataformas de circulação. Os apostadores têm até 5 de outubro para resgatar os valores depositados. A partir de 6 de outubro, os sites serão tirados do ar por determinação técnica da Anatel e do Comitê Gestor da Internet, enquanto eventuais saldos remanescentes serão devolvidos entre 9 e 14 de outubro.

O Flamengo criticou o impacto sobre a previsibilidade dos investimentos e a segurança jurídica dos contratos. O Fluminense pediu uma transição adequada, e o Grêmio afirmou que aguardará os desdobramentos jurídicos antes de definir os próximos passos sobre seu acordo com a Pitaco. O governo planeja se reunir com representantes dos clubes na próxima semana.

Fonte: jornaluniao.com.br . Publicado às 14:53 de 26/09/2026.