A possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro perdeu força entre os clubes que reagem à medida provisória que restringe a publicidade e os patrocínios de casas de apostas. Sem espaço no calendário para remarcar partidas nesta reta final da temporada, os dirigentes recuaram da suspensão das rodadas.
A CBF não aderiu ao movimento e decidiu manter posição neutra. Com isso, a articulação passou a se concentrar no campo jurídico, com os clubes avaliando a entrada como interessados na ação das empresas de apostas no Supremo Tribunal Federal (STF).
O Flamengo foi o primeiro a avançar individualmente, enquanto o Palmeiras pretende seguir o mesmo caminho. A ação foi apresentada pela Associação Brasileira de Jogos e Loterias (ABJL) e pelo Instituto Brasileiro do Jogo Responsável (IBJR), que alegam falta de urgência para a medida provisória e quebra da segurança jurídica das empresas autorizadas pelo Estado.
Além da frente judicial, dirigentes conversam com o Governo Federal sobre alternativas para reduzir o impacto financeiro da saída das bets. Entre as propostas está uma linha de crédito do BNDES voltada aos clubes das Séries A e B.

